Montar SquadSolicitar Orçamento
Engenharia31 de agosto de 202611 min de leituraAtualizado em 6 de setembro de 2026

Claude Opus 5: custo e qualidade em cada nível de esforço

Cinco níveis do Claude Opus 5 medidos na mesma suíte: custo, pontuação, tokens e latência. Onde fica o joelho da curva e por que o max é dominado pelo xhigh.

Índice do artigo
faltam 11 min de leitura

O preço por token é idêntico nos cinco níveis. O que muda é quantos tokens o modelo decide gastar para chegar na resposta, e isso varia por um fator de oito.

O Claude Opus 5 tem um parâmetro que quase nunca sai do valor de fábrica. Ele se chama esforço, mora em output_config.effort, tem cinco degraus e decide quanta computação o modelo aplica antes de responder. Este artigo mede o que muda entre esses degraus: custo, pontuação, tokens e latência, sempre no mesmo modelo, para que a comparação isole a variável.

Resumo do artigo

  • Cinco níveis, mesmo preço por token. Do low ao max o consumo de tokens de saída varia cerca de 8 vezes.
  • O joelho da curva fica entre medium e high: cada ponto de índice sai por US$ 80 abaixo dele e por US$ 429 acima.
  • O nível max é dominado pelo xhigh na fronteira de Pareto: mesma pontuação de 63, custo 32% maior.
  • A velocidade de geração não muda entre níveis. O que muda é o tempo pensando antes da primeira palavra, que vai de 2,35 a 67,92 segundos.

Como o raciocínio do Opus 5 funciona

O raciocínio no Claude Opus 5 é adaptativo e vem ligado por padrão. O modelo avalia cada requisição e decide sozinho se pensa e quanto pensa, sem que você defina um orçamento de tokens. Uma pergunta factual simples pode não gerar bloco de raciocínio nenhum; um problema de várias etapas gera um longo.

Isso é uma mudança em relação ao Opus 4.8 e ao 4.7, onde omitir o parâmetro thinking significava não pensar. No Opus 5, omitir significa raciocínio adaptativo. Duas consequências operacionais seguem daí. A primeira é que o parâmetro antigo budget_tokens foi removido e devolve erro 400. A segunda é que max_tokens é teto duro do raciocínio somado ao texto da resposta, então uma rota dimensionada para uma resposta sem raciocínio pode passar a truncar no meio.

Como a Anthropic cobra o raciocínio

Tokens de raciocínio são cobrados como tokens de saída, na mesma tarifa do texto que o usuário lê. No Claude Opus 5 isso são US$ 25 por milhão, cinco vezes o preço da entrada. Não existe tarifa separada de raciocínio e não existe desconto por ele ser interno.

O detalhe que mais confunde equipe de produto é que a cobrança não corresponde ao que aparece na resposta. O Opus 5 nunca devolve a cadeia de raciocínio bruta, e o padrão de exibição é omitido, o que deixa o campo de raciocínio vazio. Você é faturado pelo processo inteiro de qualquer forma. Trocar a exibição para resumida não muda um centavo: só muda o que você vê, e a geração do resumo não é cobrada.

Campo do usageO que ele diz
output_tokensTotal autoritativo da cobrança de saída, já incluindo o raciocínio
output_tokens_details.thinking_tokensQuanto desse total foi raciocínio bruto. Só leitura, para observabilidade
input_tokensApenas o restante não cacheado da entrada, nunca o total do prompt
cache_read_input_tokensEntrada servida do cache, a 10% do preço base
cache_creation_input_tokensEntrada gravada no cache, com prêmio de 1,25x em 5 minutos ou 2x em 1 hora

Fonte: documentação da plataforma Claude, páginas de cobrança de raciocínio e de cache de prompt, leitura de 31/08/2026.

Em streaming, o detalhamento de raciocínio só chega no evento final. E blocos de raciocínio de turnos anteriores que continuam no contexto passam a ser cobrados como entrada, o que faz uma conversa longa carregar o custo do que já foi pensado.

Ilustração isométrica mostrando a divisão de uma resposta entre raciocínio interno faturado e texto visível ao usuário

A leitura prática é que a fatura de saída tem duas camadas e você enxerga uma. O texto que o usuário lê é a ponta; o rascunho interno é o volume, e é ele que o parâmetro de esforço controla.

Por isso o campo de detalhe de raciocínio é a primeira instrumentação a ligar antes de qualquer tentativa de otimizar custo. Sem ele, você não sabe qual das duas camadas está crescendo.

O que muda entre os cinco níveis

O esforço afeta todos os tokens da resposta, não só o raciocínio: texto, argumentos de chamada de ferramenta e raciocínio, os três. É essa amplitude que explica por que o efeito no custo é maior do que se ele mexesse só no rascunho interno.

Consumo de saída por nível, na mesma suíte
1low12M tokens
2medium29M tokens
3high52M tokens
4xhigh76M tokens
5max100M tokens
Degrau com teto de gastoSem restrição de gasto
Altura proporcional aos tokens de saída medidos pela Artificial Analysis. O último degrau é tracejado porque a documentação o define sem restrição de gasto.

O comportamento documentado acompanha a altura. No low o modelo minimiza o raciocínio e pula em tarefas simples, o que faz dele a indicação oficial para subagentes e alto volume. No medium o raciocínio é moderado e ainda pode ser pulado em consulta simples. No high, que é o padrão, ele quase sempre pensa. No xhigh sempre pensa fundo, com exploração estendida. E no max pensa sem restrição de profundidade nem de gasto, que é literalmente como a documentação o descreve.

Em fluxo com ferramentas o efeito é mais amplo do que a escada sugere. Esforço menor faz o modelo agrupar operações em menos chamadas, ir direto à ação sem preâmbulo e confirmar de forma curta. Esforço maior faz ele chamar mais ferramentas, explicar o plano antes de agir e resumir as mudanças em detalhe. Como cada chamada reprocessa o histórico como entrada, o esforço acaba multiplicando os dois lados da fatura num laço agêntico.

Um detalhe que só aparece na conta do mês: o valor resolvido do esforço entra no prompt renderizado, então trocar de nível no meio de uma conversa invalida o cache. Escolha o nível no início da sessão e mantenha.

Quanto cada nível custa

A Artificial Analysis publica uma página por variante de esforço do Claude Opus 5, rodando o mesmo índice no mesmo modelo. Os valores abaixo são medidos por eles; a normalização é cálculo nosso.

NívelÍndiceTokens de saída da suíteCusto da suíteVelocidadePrimeira palavra
low5212MUS$ 555,2550,0 t/s2,35 s
medium5929MUS$ 1.116,2450,2 t/s3,99 s
high6152MUS$ 1.974,3550,2 t/s18,55 s
xhigh6376MUS$ 2.909,3052,0 t/s35,99 s
max63100MUS$ 3.836,0552,7 t/s67,92 s

Fonte: Artificial Analysis, páginas por variante de esforço do Claude Opus 5, leitura de 31/08/2026. Preço idêntico nos cinco níveis: US$ 5 por milhão de entrada, US$ 25 de saída.

O consumo de saída vai de 12 para 100 milhões de tokens, um fator de 8,3. A própria Artificial Analysis registra o mesmo comportamento no benchmark GDPval, onde descreve os níveis de esforço abrindo 407 pontos de Elo com uso de tokens variando cerca de 8 vezes do low ao max.

Um cálculo que a tabela permite e que raramente se faz: subtraindo o custo dos tokens de saída do custo total, sobra o gasto de entrada. Ele vai de cerca de US$ 255 no low para US$ 1.336 no max, ou seja, a entrada também cresce, por volta de 5 vezes. Isso confirma o mecanismo: em carga agêntica, mais esforço significa mais idas e voltas, e cada ida e volta reprocessa o histórico. Vale a ressalva de que esse valor mistura entrada cacheada e não cacheada, então serve como ordem de grandeza, não como contagem exata.

Quanto de qualidade cada nível entrega

Com o high como base 100, a escada completa fica assim. Todas as células saem de medição pública; o rótulo indica se o número é o medido ou uma derivação aritmética dele.

NívelCusto relativoQualidade relativaLatência relativaEconomia vs highDiferença de qualidade
low28,185,212,7-71,9%-14,8%
high100100100basebase
xhigh147,4103,3194,0+47,4%+3,3%
max194,3103,3366,1+94,3%+3,3%

Cálculo nosso sobre os valores medidos pela Artificial Analysis. Latência relativa usa o tempo até a primeira palavra, não a duração total.

A Anthropic publica medições próprias que apontam na mesma direção, com outra metodologia e outra carga de trabalho. Em programação de longo prazo com o Opus 5, o nível medium abriu mão de cerca de 2 pontos por metade do custo e o low de cerca de 8 pontos por um quarto. E no SWE-bench Pro, rodar tudo no padrão resolveu 91,7% a US$ 1,39 por tarefa, enquanto rodar tudo em low e reprocessar só as falhas no padrão chegou a cerca de 93% por cerca de US$ 0,70, a mesma taxa de acerto por metade do preço.

Vale registrar o que a Anthropic diz sobre o low em contexto agêntico, porque contraria a intuição: no Zapier AutomationBench, o Opus 5 no menor nível de esforço aprova mais tarefas do que qualquer outro modelo. O degrau de baixo deste modelo não é um degrau fraco em termos absolutos.

Quanto custa cada ponto adicional de qualidade

O custo marginal por ponto do índice é a leitura que decide onde parar, e ele não é linear.

  1. low para medium · US$ 80 por ponto Sete pontos de índice por US$ 561 a mais na suíte. É o degrau mais barato da escada.
  2. medium para high · US$ 429 por ponto Dois pontos por US$ 858. O preço do ponto multiplica por cinco. É aqui que a curva vira.
  3. high para xhigh · US$ 467 por ponto Dois pontos por US$ 935. Continua caro e ainda entrega.
Cálculo nosso sobre os valores da Artificial Analysis. O degrau final não aparece porque não há ponto para comprar nele.

Do xhigh para o max são US$ 926,75 a mais na mesma suíte para o mesmo resultado de 63 pontos. Não é um ganho pequeno demais para justificar o preço: é ausência de ganho medido.

A fronteira de Pareto termina no xhigh

A fronteira de Pareto é o conjunto de configurações que entregam a melhor qualidade possível para cada faixa de orçamento. Uma configuração sai da fronteira quando outra entrega o mesmo ou mais por menos.

Nesta suíte, quatro dos cinco níveis estão na fronteira e um está fora. O low é a melhor opção abaixo de US$ 600 de orçamento, o medium abaixo de US$ 1.200, o high abaixo de US$ 2.000 e o xhigh abaixo de US$ 3.000. O max não é a melhor opção em nenhuma faixa, porque o xhigh entrega a mesma pontuação por 32% menos. Ele é dominado.

4 de 5Níveis na fronteira
32%Sobrepreço do max sobre o xhigh

Isso vale para esta suíte e para a data da leitura, e é exatamente o tipo de resultado que muda por carga de trabalho. A Anthropic posiciona o max como opção para quando a correção importa mais que o gasto, e o próprio guia de migração do Opus 5 diz que xhigh e max existem para ganho medido, não como ponto de partida. As duas afirmações convivem: o max pode valer o preço numa tarefa de fronteira e não valer numa suíte de uso geral.

A latência não muda como você espera

A velocidade de geração é praticamente a mesma nos cinco níveis, entre 50,0 e 52,7 tokens por segundo. O que explode é o tempo até a primeira palavra, porque é ali que o modelo pensa.

low2,35 s
medium3,99 s
high18,55 s
xhigh35,99 s
max67,92 s
Tempo até a primeira palavra por nível de esforço, medido pela Artificial Analysis. A velocidade de geração depois disso é a mesma nos cinco.

São 29 vezes mais tempo de espera entre o low e o max antes de qualquer coisa aparecer na tela. Para uma rota com pessoa esperando, isso decide o nível antes de qualquer argumento de custo. Para um trabalho de fundo, não decide nada.

Existe tarefa em que pensar mais piora o resultado?

Existe, e o fornecedor documenta isso sem eufemismo. A orientação oficial registra que na maioria das cargas o nível max acrescenta custo relevante por ganho de qualidade relativamente pequeno, e que em tarefas de saída estruturada ou menos sensíveis a inteligência ele pode levar a elaboração excessiva. O guia de migração do Opus 5 repete o alerta: os níveis mais altos podem mostrar retorno decrescente e elaborar demais em tarefas simples.

Relatos de desenvolvedores em fóruns técnicos ao longo de agosto de 2026 descrevem exatamente esse comportamento e mencionam saída melhor escopada em níveis intermediários do que no xhigh. São relatos, não medição, e entram aqui como sinal convergente com o que a documentação diz, não como evidência independente.

Vale separar dois ajustes que se confundem. O esforço controla o volume de raciocínio, não o tamanho da resposta visível: no Opus 5, mudar o esforço não encurta o texto de forma confiável. Resposta longa demais se resolve com instrução de concisão no prompt, e a própria Anthropic mediu cerca de 20% de redução no comprimento com uma instrução curta.

O que estes benchmarks não dizem

Todos os números acima medem raciocínio, programação, uso de ferramentas e conhecimento geral. Nenhum deles mede extração de informação de documento longo por nível de esforço, e essa é a lacuna que mais importa para quem processa contrato, transcrição ou relatório.

O que existe de público e adjacente, com o limite de cada um:

  • MedScribeNota clínica a partir de transcrição de consulta, com 100 rubricas de especialista. O Opus 5 marca 90,99%, mas só há o ponto de esforço máximo.
  • AA long contextCem questões sobre documentos de 10 mil a 100 mil tokens, exigindo sintetizar informação dispersa. Sem quebra por nível de esforço.
  • Legal Research e MortgageTaxLeitura de documento jurídico e fiscal, medidos pela Vals AI. Também só no esforço máximo.
  • Taxa de omissão por nívelNão existe medição pública. É a métrica que mais importa em ata e extração, e é justamente a que ninguém publicou.Lacuna

A conclusão honesta é que benchmark de programação e de raciocínio não se converte em porcentagem de qualidade para extração de documento. A forma da tarefa é diferente, a distribuição de custo é diferente, e o modo de falha é diferente: no código, a falha aparece em teste que quebra; numa ata, a falha é um compromisso que ninguém percebeu que sumiu.

Metodologia, limitações e fontes

Apuração de 31 de agosto de 2026. As regras de funcionamento e a cobrança vêm da documentação da plataforma Claude, nas páginas de esforço, de direcionamento de raciocínio, de preços e no guia de migração do Opus 5. As medições próprias da Anthropic vêm do guia de otimização de custo e inteligência. Os números por nível de esforço vêm das páginas por variante da Artificial Analysis, e os benchmarks de domínio da Vals AI.

Quatro limitações que mudam como você deve ler os números. Cada linha da suíte da Artificial Analysis é uma execução por nível, então diferenças de um ou dois pontos ficam dentro do ruído esperado de uma rodada única. O custo da suíte reflete a distribuição de tarefas dela, não a sua. As medições da Anthropic são publicadas como direcionais pelo próprio fornecedor. E o preço é de tabela: contratos de volume mudam a aritmética.

Nada aqui foi medido em laboratório da X-Apps. Esta é uma apuração documental sobre fontes públicas, e a única forma de obter o número da sua carga de trabalho é rodar uma varredura de esforço sobre requisições reais.

Post anterior
Como construir um RAG: dos documentos ao assistente que cita a fonte
Próximo post
Cobrar por hora ou por entrega quando a IA corta as horas
Newsletter

Um e-mail por mês, sem ruído

O que aprendemos entregando software sob medida e IA aplicada.

Artigos similares

Qual IA usar em cada etapa do desenvolvimento de software14 min · Tecnologia
Como cortar a conta de IA pela metade sem trocar de modelo9 min · Negócios
O que é DevOps?4 min · Engenharia
Entenda o framework Angular2 min · Engenharia
APIs e microsserviços: a reinvenção da tecnologia2 min · Engenharia

Acelere a sua empresa com a X-Apps

Alocar profissionaisSolicitar Orçamento
A X-Apps é um provedor de TI parceiro e aconselhada pelo
Gartner
Receba nossos e-mails
Siga nossas redes sociais
O seu time de tecnologia e IA. Software sob medida, soluções de IA e alocação de profissionais.
Vamos conversar?
comercial@x-apps.com.br11 5083-0122

Rua Rodrigo Vieira, 126

Jardim Vila Mariana. São Paulo, SP.

CEP: 04115-060

Mapa do site
Termos de serviçoTermos de privacidade
Available in English