Banco Arbi - Plataforma de cessão de títulos
Três módulos web para cedente, cessionário e back office negociarem recebíveis, com as APIs publicadas no gateway corporativo do banco.
Transformar boleto a vencer em liquidez
Uma empresa que emitiu boletos tem dinheiro a receber no futuro e, às vezes, precisa dele agora. Ceder esses recebíveis a um terceiro é uma operação conhecida, e o que costuma faltar é o caminho digital para executá-la.
O Banco Arbi quis dar esse caminho ao seu cliente correntista. A plataforma construída permite que ele selecione títulos emitidos pelo banco, escolha para quem ceder, defina a regra de divisão e submeta a operação, sem sair do navegador.
Três públicos, três módulos
O desenho partiu de uma constatação simples: quem cede, quem recebe e quem aprova têm necessidades diferentes e não podem compartilhar a mesma tela.
- Cedente. O correntista que possui os títulos. Painel de visão geral, cadastro e gestão dos cessionários, a cessão em si e relatórios. Cessionário. Quem adquire o recebível. Listagem do que tem a receber, liquidações e histórico de eventos, com entrada por convite enviado por e-mail e complementação do próprio cadastro. Back office do banco. Onde a operação é validada. Painel, validação cadastral dos cessionários, fila de liquidação e relatórios.
A cessão, em cinco etapas
O coração da plataforma é o fluxo de cessão, desenhado como um passo a passo em vez de um formulário único:
- Escolher o título. Boletos a vencer ou já vencidos, emitidos pelo banco. 2. Escolher o cessionário. Um ou mais, entre os previamente cadastrados e validados. 3. Escolher a modalidade da operação. 4. Definir o rateio. Por percentual ou por valor, quando há mais de um cessionário. 5. Definir o custo da operação.
Ao final, a ordem segue para o back office, que valida ou rejeita com justificativa e encaminha para a fila de liquidação.
Quebrar a operação em etapas não é decoração de interface. Em fluxo financeiro com mais de uma parte, cada etapa é um ponto de conferência, e é mais barato errar no passo dois do que descobrir o erro depois de submetida a ordem.
Quando a plataforma corporativa é o limite
Este projeto tem uma história técnica que merece ser contada, porque contraria a expectativa de que o difícil é escrever o código.
As APIs foram publicadas no gateway corporativo que o banco já usava, e três limites apareceram no caminho:
Colisão de nomes ao juntar dados. Ao combinar tabelas, o gateway unia atributos de mesmo nome e sobrescrevia valores, entregando dado errado na leitura da cessão.
Ausência do identificador do registro criado. A plataforma não devolvia o identificador do que acabava de ser gravado, o que obrigou soluções temporárias para seguir com o desenvolvimento.
Limitação do interceptador. A tentativa de resolver inserção em massa pelo próprio gateway esbarrou em comportamento inesperado na contagem de itens, travando a carga de títulos e cessionários.
Foram abertos chamados ao fornecedor, e a solução definitiva para a leitura não veio da plataforma. Veio de uma mudança de modelagem proposta pelo próprio time do banco: gravar a estrutura já no formato de consumo, evitando a junção problemática.
É um bom retrato de integração corporativa madura. Quando o obstáculo é a ferramenta, a saída costuma ser uma decisão conjunta de modelagem, e não insistir no caminho que a ferramenta não suporta.
Stack e práticas
- Angular nos três módulos web, com interface responsiva, incluindo a substituição de tabela por célula adaptada na tela pequena. APIs publicadas no gateway corporativo do banco, com rotas separadas por perfil e autenticação por token. Banco relacional gerenciado pelo cliente, com modelagem de dados, criação dos objetos, scripts e procedures entregues pela X-Apps. Protótipos de baixa e de alta fidelidade dos três módulos, entregues com link de visualização antes do desenvolvimento. Documento de desenho funcional da solução, escrito antes da construção. Fluxo de convite e cadastro de cessionário documentado como processo, não só como tela. Sprints com quadro por sprint e acompanhamento diário, em canal combinado com o cliente.
Um detalhe do modo de trabalhar: o canal de comunicação com o banco foi definido em contrato, com registro das sprints e dos impedimentos no mesmo lugar em que o time conversava.
Precisa construir sobre a plataforma que o seu banco já usa?
Em ambiente financeiro, o gateway corporativo, o banco de dados e as regras de acesso já existem, e a solução nova precisa caber neles. A X-Apps constrói dentro dessas restrições, documenta o que a plataforma não entrega e propõe o caminho alternativo em vez de empurrar o problema para a frente.