Suzano - Cinco sistemas, do laboratório ao chão de fábrica
Software sob medida para a biotecnologia florestal da FuturaGene e para a parada geral das fábricas da Suzano.
Onde software de prateleira não chega
A Suzano é líder mundial em papel e celulose, e a FuturaGene é o braço de biotecnologia do grupo. Os dois operam processos que nenhum produto de mercado descreve bem: rastrear material genético do meristema até o lote, planejar cruzamentos que não podem ser geneticamente incompatíveis, e parar uma fábrica inteira por alguns dias sem perder o controle do que está sendo feito em cada equipamento.
A parceria com a X-Apps resultou em cinco sistemas, em duas frentes distintas: três na área de biotecnologia e dois para demandas internas da operação.
O desafio comum às cinco
Cada demanda passava por um comitê interno que comparava software pronto e software sob medida. Para vencer essa comparação, o sistema sob medida precisava fazer o que o produto de prateleira não fazia, e não apenas custar menos.
- Processos longos e ramificados, com regras que existem só naquele laboratório e naquela fábrica. Operação em campo e em chão de fábrica, onde nem sempre há rede. Rastreabilidade física, ligando o registro digital ao frasco, à planta e ao equipamento.
Biotecnologia: o laboratório da FuturaGene
O sistema de laboratório foi o maior dos cinco, especificado em 139 histórias de usuário.
Ele cataloga material genético e organismos geneticamente modificados e acompanha o fluxo inteiro: coleta de meristema, plasmídeos, meios de cultura, controle de lotes, fases e rotas de processo, até o descarte de vidraria. Os relatórios saem por lote, por material e por pesquisador.
A rastreabilidade física foi resolvida com código de barras impresso em impressora térmica na própria bancada e lido de volta na operação, o que amarra o registro no sistema ao frasco que está na prateleira.
Um detalhe do mundo real mudou o desenho de autenticação: nem todo operador de laboratório tinha senha individual. Em vez de forçar um login que não existia, o sistema ganhou um perfil de operador identificado por número pessoal, preservando quem fez o quê sem inventar credencial.
Pomar de hibridação e gestão de experimentos
A segunda frente de biotecnologia saiu do laboratório para o campo.
Pomar de hibridação. Alocação de genótipos no croqui, monitoramento de florescimento, coleta e controle de estoque de pólen, cruzamentos controlados e coleta de frutos com estoque de sementes. A validação é a parte crítica: quando o cruzamento registrado em campo conflita com o que foi programado, o sistema avisa antes, e não depois.
Gestão de experimentos. Cadastro de experimentos de campo com os delineamentos que a pesquisa agronômica usa de verdade, blocos ao acaso, blocos aumentados, inteiramente ao acaso, parcela subdividida e látice, com tipos de parcela e bordadura. A partir disso o croqui experimental é gerado automaticamente, em vez de desenhado à mão.
QR Code amarra planta, pólen e cruzamento ao registro, mantendo a rastreabilidade que a pesquisa exige.
As aplicações de gestão de experimentos e pomar de hibridação entraram em produção em junho de 2018, com operação assistida nas semanas seguintes.
Parada Geral: o relógio mais caro da fábrica
Parada geral é a janela em que a fábrica inteira sai de operação para manutenção. É curta, é planejada em detalhe e cada hora conta: o cronograma oficial de uma das linhas previa pouco mais de dez dias corridos, de ponta a ponta.
A Suzano já usava uma ferramenta de mercado para isso e apontava dois problemas concretos. O custo de customização era alto demais para a realidade da operação. E levar o cronograma do MS Project para dentro da ferramenta consumia duas semanas de trabalho, antes que a parada sequer começasse.
O sistema construído atacou exatamente esses pontos:
- Importação do cronograma direto do arquivo de projeto, por tipo de atividade, no lugar do retrabalho manual. Exportação das execuções em planilha, fechando o ciclo de volta para o planejamento. Lista de atividades por responsável, para o técnico ver o que é dele. API própria, para o aplicativo usado em campo consumir os mesmos dados. Registro com evidência: foto da peça trocada, foto da peça nova, comentário e motivo de cancelamento, com checklist configurável por equipamento.
Um requisito ditou boa parte do desenho: precisava funcionar sem rede, porque parte da manutenção acontece em porão e em áreas isoladas da planta. E como parada acontece em mais de uma unidade, o sistema nasceu parametrizável, não amarrado a uma fábrica.
Stack e práticas
- ASP.NET MVC para as aplicações web e ASP.NET Web API para os serviços. Arquitetura em camadas, com domínio, serviço, repositório e persistência separados. Dapper como micro ORM sobre banco relacional. ASP.NET Identity para autenticação, estendido para o perfil de operador sem senha. Integração com SharePoint, ambiente que o cliente já usava. Impressão e leitura de código de barras em impressora térmica, e QR Code para rastreabilidade em campo. Integração com MS Project, de onde vinha o cronograma da parada. Scrum com histórias de usuário, definição de pronto, testes unitários e testes de segurança. Equipe alocada presencialmente na Suzano, com o mesmo processo de integração dos demais fornecedores.
A documentação foi entregue junto com o código, incluindo especificação de requisitos e documentação de API do sistema de laboratório.
Depoimento
"Na Suzano temos uma excelente parceria com a X-Apps no desenvolvimento de projetos, agora com três sistemas na área de biotecnologia e dois para demandas internas."
Mario Del Matto - Suzano Papel e Celulose
Seu processo não cabe em software de prateleira?
Quando o processo é específico demais, a conta do produto pronto aparece na customização e na operação, não na licença. A X-Apps constrói o sistema que descreve o processo como ele é, com documentação e rastreabilidade desde o primeiro ciclo.

