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Política de Privacidade para app: o que preparar antes de publicar na Google Play e App Store

Veja como preparar Política de Privacidade, Data Safety, App Privacy, SDKs e exclusão de conta antes de publicar seu app nas lojas.
12 de maio de 2026

Política de privacidade não é um documento para deixar no fim do projeto.
Ela precisa bater com o que o app realmente faz, com o que foi implementado no backend e com o que você declara na Google Play e na App Store.

Quando um app tem login, pagamentos, localização, chat, marketplace, KYC, analytics, crash logs ou remarketing, a publicação nas lojas deixa de ser apenas uma etapa técnica. A empresa precisa explicar quais dados coleta, por que coleta, com quem compartilha, como protege, por quanto tempo mantém e como o usuário pode exercer seus direitos.

Este guia mostra como organizar essas informações antes de enviar o app para análise. A ideia não é substituir seu jurídico ou DPO, mas ajudar cliente, produto e desenvolvimento a falarem a mesma língua.

Este guia faz parte da jornada para publicar app na Google Play e App Store. Antes de preencher privacidade e dados, veja também os passos para criar conta no Google Play Console, criar conta Apple Developer e liberar acesso para o desenvolvedor sem compartilhar senha.

Última revisão técnica: 12/05/2026.

Capa do guia sobre política de privacidade, Data Safety e App Privacy

Resumo rápido

Antes de publicar um app na Google Play ou na App Store, prepare quatro entregáveis: mapa de dados e SDKs, Política de Privacidade pública, Termos de Uso quando houver regras operacionais e declarações coerentes no Google Data Safety e no App Privacy da Apple.

O erro mais comum é declarar uma coisa na loja, implementar outra no app e publicar uma política genérica que não reflete login, pagamento, KYC, localização, chat, analytics, crash logs, marketing ou exclusão de conta.

O que você vai ver aqui

  • A diferença entre Política de Privacidade, Termos de Uso, LGPD, Data Safety e App Privacy.
  • Como montar um mapa de dados do app antes de preencher as lojas.
  • O que muda quando existe login, chat, marketplace, pagamento, KYC, localização ou remarketing.
  • Como pensar em SDKs, terceiros, nuvem, analytics, crash logs e antifraude.
  • Como alinhar app, backend, política, Google Play e App Store em uma matriz de coerência.
  • Um glossário rápido para termos como SDK, tracking, retenção, controlador e operador.
  • Um checklist do que enviar para o desenvolvedor e para o jurídico.
  • FAQ com dúvidas comuns antes da submissão.
  • Erros comuns que geram reprovação, retrabalho ou suporte desnecessário.

Como preparar privacidade antes de publicar o app

Use esta sequência antes de abrir o Play Console ou o App Store Connect:

  1. Liste todos os recursos do app. Login, pagamento, KYC, chat, localização, notificações, conteúdo público, marketplace, suporte, analytics e marketing.
  2. Mapeie dados do app, backend e SDKs. Não olhe só para os campos do cadastro; eventos, logs, identificadores e permissões também contam.
  3. Identifique quem acessa cada dado. Empresa, time técnico, nuvem, gateway, analytics, antifraude, loja de aplicativo, suporte e parceiros.
  4. Defina finalidade, retenção, exclusão e base legal. Essa etapa deve envolver jurídico ou DPO quando houver risco, dados sensíveis, pagamento, KYC ou menores.
  5. Publique a Política de Privacidade em URL pública. A página precisa ser acessível, estável, não bloqueada e coerente com o app real.
  6. Implemente os links e fluxos dentro do app. Inclua política, termos, contato e exclusão de conta quando o app permite criar conta.
  7. Preencha Data Safety e App Privacy com base no app real. Use evidências do projeto, lista de SDKs e revisão técnica, não suposição.

Primeiro: cada documento tem uma função

É comum misturar tudo em um único texto. Isso gera documento longo, impreciso e difícil de usar quando chega a hora de preencher Play Console e App Store Connect.

Na prática, separe assim:

ItemPara que serveOnde entra na publicação
Política de PrivacidadeExplica como a empresa trata dados pessoais: coleta, uso, compartilhamento, retenção, segurança e direitos do titular.URL pública exigida nas lojas e dentro do app.
Termos de UsoDefine regras de uso da plataforma: conta, conduta, responsabilidades, pagamentos, conteúdo, marketplace, moderação e encerramento.Normalmente exibido no cadastro, rodapé, site ou tela de aceite.
LGPDDefine princípios, bases legais, direitos do titular, segurança e responsabilidades sobre dados pessoais.Guia jurídico e operacional para o tratamento dos dados.
Data Safety do Google PlayFormulário em que o desenvolvedor declara coleta, compartilhamento, segurança, exclusão e tipos de dados do app.Play Console, na seção de conteúdo do app.
App Privacy da AppleDeclaração dos tipos de dados coletados, usos, vínculo com o usuário e tracking para o rótulo de privacidade da App Store.App Store Connect, na área de privacidade do app.

Regra prática: a política pública, o app, o backend e os formulários das lojas precisam contar a mesma história.

Glossário rápido

TermoO que significa na prática
SDKBiblioteca de terceiro integrada ao app, como analytics, crash logs, push, login social, pagamentos, antifraude ou publicidade.
TrackingUso de dados do usuário ou dispositivo para acompanhar comportamento entre apps, sites ou serviços de terceiros, especialmente para publicidade e mensuração.
ControladorEmpresa que decide por que e como os dados pessoais serão tratados.
OperadorFornecedor que trata dados pessoais seguindo instruções do controlador.
Controlador independenteTerceiro que usa dados para finalidades próprias, como algumas lojas, gateways, antifraude ou plataformas de mídia.
RetençãoTempo em que a empresa mantém dados antes de apagar, anonimizar ou preservar por obrigação legal, segurança, fraude ou disputa.
AnonimizaçãoProcesso que impede associar o dado a uma pessoa específica de forma razoável.
ATTApp Tracking Transparency, mecanismo da Apple relacionado a autorização para tracking em iOS.

Fontes oficiais úteis:

Antes de escrever: monte o mapa de dados do app

O erro que mais atrasa essa etapa é começar pela redação da política. O caminho mais seguro é começar por um mapa simples de dados.

Você precisa responder:

  1. Quais dados o app coleta?
  2. Quem fornece esses dados: usuário, dispositivo, sistema, terceiros ou loja?
  3. Para qual finalidade cada dado é usado?
  4. O dado sai do dispositivo?
  5. O dado é vinculado a uma conta ou identidade?
  6. O dado é compartilhado com terceiros?
  7. O dado é usado para analytics, publicidade, remarketing ou antifraude?
  8. Por quanto tempo fica armazenado?
  9. Como o usuário pode acessar, corrigir ou excluir?

Um modelo simples:

CategoriaExemplosPergunta de decisão
Cadastro e contatonome, e-mail, telefone, foto de perfilÉ necessário para criar conta, suporte ou comunicação?
Login e segurançasenha, token, login social, MFA, eventos de acessoComo recupera conta e previne abuso?
Dispositivo e usoIP, sistema operacional, modelo, versão do app, eventos de telaÉ usado para funcionamento, segurança, analytics ou performance?
Localizaçãoendereço, geolocalização aproximada ou precisaO recurso depende disso? O uso ocorre em primeiro ou segundo plano?
Conteúdo do usuáriofotos, vídeos, textos, avaliações, comentários, anexosÉ público, privado ou compartilhado com outros usuários?
Chat e mensagensmensagens, anexos, data/hora, participantesExiste moderação, denúncia, disputa ou investigação?
Pagamentosstatus de pagamento, transação, chargeback, conciliaçãoO gateway ou loja atua como terceiro/controlador independente?
KYC e documentosdocumento, selfie, validação facial, comprovantesÉ indispensável para risco, antifraude, saque ou compliance?
Analytics e crashcliques, telas, falhas, desempenho, logs técnicosEstá agregado/anônimo ou vinculado a usuário/dispositivo?
Marketing e remarketingidentificadores de publicidade, eventos, campanhasDepende de consentimento, ATT, opt-out ou preferência do dispositivo?

Esse mapa é o material que reduz erro no texto jurídico, no Play Console, no App Store Connect e no desenvolvimento.

Matriz de coerência entre app, política e lojas

Use esta tabela para evitar que cada frente declare informações diferentes.

Recurso do appPrecisa aparecer na política?Precisa revisar no Data Safety?Precisa revisar no App Privacy?Quem valida
Login com e-mail, telefone ou socialSimSimSimProduto, dev e jurídico
Pagamento, assinatura ou gatewaySimSim, conforme dados acessadosSim, conforme dados coletadosProduto, gateway, dev e jurídico
SDK de analytics ou crash logsSimSimSimDev, produto e marketing
Localização aproximada ou precisaSimSimSimProduto, dev e jurídico
Chat, comentários ou conteúdo de usuárioSimSimSimProduto, suporte e jurídico
KYC, documentos ou selfieSimSimSimProduto, compliance e jurídico
Exclusão de conta e dadosSimSimSimDev, produto e jurídico

Se a resposta mudar em uma coluna, revise as outras. A política pública, o app, o backend, a seção Segurança dos dados do Google e o rótulo de privacidade da Apple precisam ser coerentes.

Apple App Privacy: o que a App Store quer entender

Na Apple, as respostas de privacidade aparecem no rótulo de privacidade da App Store. A empresa precisa declarar os tipos de dados coletados pelo app e por parceiros de terceiros integrados no código, como SDKs de analytics, publicidade, login, crash, antifraude ou mensageria.

Pontos que precisam ser analisados antes de responder:

  • quais dados são coletados;
  • para qual finalidade são usados;
  • se são vinculados à identidade do usuário;
  • se são usados para tracking;
  • se são coletados pelo app ou por SDKs de terceiros;
  • se a prática mudou desde a última versão publicada.

A Apple também diferencia dados processados apenas no dispositivo de dados transmitidos para servidores. Se uma informação nunca sai do aparelho e não é acessível pela empresa ou por terceiros por tempo além do necessário para atender a solicitação em tempo real, a declaração pode ser diferente. Isso precisa ser validado caso a caso.

Se o app usa remarketing, publicidade, identificadores, SDKs de marketing ou combina dados do app com dados de terceiros, trate isso com atenção especial. Em muitos cenários, isso cruza com tracking, App Tracking Transparency e consentimento.

Atenção para Privacy Manifest e SDKs no iOS

Além do rótulo de privacidade no App Store Connect, apps iOS precisam revisar os SDKs usados no projeto. Dependendo do SDK e das APIs usadas, pode ser necessário lidar com Privacy Manifest, assinatura de SDKs de terceiros e justificativas para Required Reason APIs.

Isso não substitui a Política de Privacidade. O objetivo é complementar a análise técnica: o app precisa saber quais SDKs existem, quais dados eles acessam, quais APIs usam e como isso conversa com App Privacy, ATT, política pública e experiência dentro do app.

Referências oficiais:

Google Play Data Safety: o que precisa bater

No Google Play, o formulário de Segurança dos dados precisa refletir como o app coleta, compartilha, protege e exclui dados. O Google deixa claro que o desenvolvedor é responsável por manter essa seção precisa e coerente com a Política de Privacidade.

Antes de preencher, confirme:

  • se o app coleta dados pessoais ou sensíveis;
  • se há compartilhamento com terceiros;
  • se os dados são criptografados em trânsito;
  • se o usuário pode solicitar exclusão de conta e dados;
  • se existe URL pública de Política de Privacidade;
  • se a política aparece também dentro do app;
  • se SDKs de terceiros coletam dados automaticamente.

Um ponto importante: no Google Play, a Política de Privacidade precisa estar em uma URL ativa, pública, sem bloqueio geográfico virtual e não editável pelo usuário. Evite usar PDF como política principal. O ideal é uma página HTML simples, indexável, estável e acessível sem login.

Se o app permite criar conta, trate exclusão de conta como requisito de publicação, não como detalhe jurídico. Prepare dois caminhos: um fluxo dentro do app e uma página web para solicitar exclusão da conta e dos dados associados. A página web precisa funcionar, ser fácil de encontrar e mencionar o app ou o desenvolvedor.

Referências oficiais:

Política de Privacidade: estrutura mínima que costuma funcionar

Uma boa política precisa ser clara para o usuário e útil para quem vai preencher as lojas. Ela não deve ser genérica demais.

Uma estrutura prática:

  1. Quem é a empresa responsável
    Nome da empresa, papel de controladora, canal de privacidade e contato.
  2. Abrangência da política
    App, site, painel, usuários cadastrados, visitantes, clientes, prestadores, lojistas ou outros perfis.
  3. Categorias de dados tratados
    Dados fornecidos pelo usuário, coletados automaticamente, gerados pelo uso e recebidos de terceiros.
  4. Finalidades e bases legais
    Cadastro, autenticação, operação, segurança, pagamentos, suporte, marketing, analytics, antifraude, cumprimento legal e exercício de direitos.
  5. Compartilhamento com terceiros
    Nuvem, gateway, loja de aplicativo, analytics, crash, mensageria, suporte, antifraude, KYC, autoridades e parceiros operacionais.
  6. SDKs, cookies e identificadores
    Separar funcionamento, segurança, analytics, publicidade, remarketing e performance.
  7. Retenção e descarte
    O que fica enquanto a conta está ativa, o que pode ficar por obrigação legal, disputa, segurança, antifraude ou histórico transacional.
  8. Direitos do titular
    Confirmação, acesso, correção, eliminação quando cabível, portabilidade quando aplicável, revogação de consentimento e oposição quando cabível.
  9. Segurança da informação
    HTTPS, controle de acesso, autenticação, logs, monitoramento, backup, resposta a incidente e boas práticas.
  10. Atualizações da política
    Como a empresa comunica alterações relevantes.

Para direitos dos titulares no Brasil, use como referência institucional a página da ANPD sobre direitos dos titulares.

Termos de Uso: o que não deve faltar em apps com operação real

Os Termos de Uso não substituem a Política de Privacidade. Eles explicam as regras de uso da plataforma e reduzem conflito operacional.

Em apps com conta, conteúdo, pagamento, marketplace ou prestação de serviço, avalie incluir:

  • aceite eletrônico e atualização dos termos;
  • elegibilidade, idade mínima e veracidade do cadastro;
  • segurança da conta e responsabilidade pelo uso de credenciais;
  • regras de conduta e uso aceitável;
  • conteúdo do usuário, licença de uso e responsabilidade por publicações;
  • moderação, denúncias, contestação e medidas de enforcement;
  • pagamentos, taxas, estornos, chargeback, repasses e disputas;
  • regras para marketplace, prestadores, parceiros ou lojistas, quando houver;
  • proibição de fraude, desintermediação, scraping, spam e abuso;
  • disponibilidade, manutenção, suporte e mudanças operacionais;
  • propriedade intelectual, integrações e serviços de terceiros;
  • suspensão, encerramento de conta e efeitos;
  • foro, legislação aplicável e canal de contato.

O objetivo é evitar que cada disputa vire interpretação informal. O termo precisa refletir a operação real do app, não um modelo genérico copiado.

Exemplos por tipo de app

Tipo de appPontos de privacidade que normalmente precisam de atenção
MarketplaceDados de comprador, vendedor, endereço, pagamento, repasse, disputas, avaliações e moderação.
App com KYCDocumento, selfie, validação facial, liveness, antifraude, retenção por compliance e parceiro de verificação.
App com chatMensagens, anexos, denúncias, moderação, logs e preservação de evidências em disputas.
App com localizaçãoLocalização aproximada ou precisa, primeiro ou segundo plano, finalidade e alternativa manual quando possível.
App com remarketingIdentificador de publicidade, eventos, plataformas de mídia, consentimento, ATT e opt-out.
App com assinatura ou compra no appLoja de aplicativo, gateway, recibos, chargeback, cancelamento, suporte e retenção transacional.

Cenários que exigem atenção extra

App com login

Se existe conta, normalmente há e-mail, telefone, identificador de usuário, eventos de acesso, recuperação de credenciais e algum tipo de registro de segurança. Isso impacta a política, as declarações nas lojas e o fluxo de exclusão de conta.

Guia relacionado: Login no app: qual modelo escolher.

App com marketplace, prestadores ou lojistas

Marketplace costuma envolver múltiplos papéis: cliente, vendedor, prestador, loja parceira, administrador e suporte. Cada perfil pode ter dados e responsabilidades diferentes.

Pontos críticos:

  • quem é responsável pela entrega ou execução do serviço;
  • quais dados são compartilhados entre usuários;
  • como funcionam pagamentos, taxas, repasses e disputas;
  • quando a plataforma atua como intermediadora;
  • quais documentos podem ser exigidos de prestadores ou lojistas.

Se também houver split, revise a jornada de pagamentos e KYC antes de publicar.

Guias relacionados:

App com chat, rede social ou conteúdo do usuário

Quando usuários publicam fotos, textos, comentários, avaliações, anúncios ou mensagens, a política precisa explicar o tratamento desses conteúdos. Os termos também precisam prever regras de comunidade, denúncias, moderação e medidas contra abuso.

Perguntas importantes:

  • o conteúdo é público, privado ou visível apenas para certos usuários?
  • mensagens privadas podem ser analisadas em caso de denúncia, fraude, risco ou disputa?
  • existe moderação humana, automatizada ou híbrida?
  • o usuário pode apagar conteúdo?
  • que evidências podem ser preservadas em caso de investigação?

App com localização, câmera, fotos, microfone ou contatos

Permissões sensíveis precisam ter finalidade clara e coerente com a experiência. Se o app coleta localização em segundo plano, contatos, mídia, câmera ou microfone, não basta escrever isso na política: em alguns casos, é necessário explicar dentro do app antes da permissão.

O Google Play exige divulgação em destaque quando a coleta ou o uso de dados pessoais e sensíveis não corresponde à expectativa óbvia do usuário para aquele recurso. A Apple também avalia consistência entre finalidade, permissão, descrição e experiência.

App com marketing, remarketing ou publicidade

Remarketing e mensuração podem envolver identificadores de publicidade, eventos de uso e integração com plataformas externas. Esse tema precisa ser alinhado entre produto, marketing, jurídico e engenharia.

Checklist rápido:

  • quais eventos são enviados para campanhas?
  • existe identificador de publicidade?
  • há SDK de anúncio, atribuição ou remarketing?
  • o usuário tem opt-out ou controle de preferências?
  • no iOS, existe impacto de App Tracking Transparency?
  • a política explica marketing e mensuração de forma clara?

O que enviar para o desenvolvedor antes da publicação

Para evitar retrabalho, envie um briefing objetivo:

  1. URL pública da Política de Privacidade.
  2. URL dos Termos de Uso, se houver.
  3. Canal de suporte e canal de privacidade.
  4. Lista de dados coletados no app.
  5. Lista de SDKs e terceiros usados.
  6. Quais dados são compartilhados com terceiros.
  7. Quais dados são usados para analytics, crash, antifraude ou marketing.
  8. Quais permissões o app solicita e por quê.
  9. Como funciona exclusão de conta e dados.
  10. Se existe pagamento, assinatura, split, reembolso ou chargeback.
  11. Se existe KYC, documentos, selfie, biometria, liveness ou validação de empresa.
  12. Se há conteúdo público, chat, denúncia, moderação ou marketplace.

Esse material alimenta a política, o Play Console, o App Store Connect, as telas do app e a revisão técnica.

Checklist antes de submeter para análise

  • Política de Privacidade está publicada em URL pública e funcional.
  • A política menciona app, empresa, contato e canal de privacidade.
  • Termos de Uso existem quando há conta, marketplace, conteúdo, pagamento ou regras de comunidade.
  • Data Safety do Google foi preenchido com base no app real, não em suposição.
  • App Privacy da Apple considera SDKs e parceiros de terceiros.
  • Apps iOS revisaram Privacy Manifest, SDK signatures e Required Reason APIs quando aplicável.
  • Dados de login, dispositivo, analytics e crash logs foram mapeados.
  • Pagamentos, KYC, documentos e antifraude foram revisados com cuidado.
  • Fluxo de exclusão de conta existe quando o app permite criar conta.
  • Página web de exclusão existe para Google Play quando aplicável.
  • Política, Data Safety, App Privacy, permissões do app e textos de loja contam a mesma história.
  • Permissões sensíveis têm justificativa clara.
  • SDKs de marketing e remarketing foram avaliados.
  • A política, o app e os formulários das lojas estão coerentes.

Se o app tem conta, veja também: Exclusão de conta e LGPD: o fluxo certo para aprovar na Apple e Google Play.

Se você está perto da submissão, vale fazer uma revisão cruzada antes de enviar: app instalado, backend, SDKs, política pública, Data Safety, App Privacy, exclusão de conta e permissões sensíveis. É mais barato corrigir nessa etapa do que responder reprovação depois.

Erros comuns que geram reprovação ou retrabalho

  1. Usar política genérica demais
    Corrija: mencione dados e finalidades reais do app.
  2. Declarar menos dados nas lojas do que o app coleta
    Corrija: revise backend, SDKs e eventos antes de preencher.
  3. Esquecer que SDK também coleta dados
    Corrija: peça ao time técnico a lista de SDKs e finalidades.
  4. Publicar política em PDF ou página bloqueada
    Corrija: use uma URL pública, acessível e estável.
  5. Ter login sem exclusão de conta
    Corrija: implemente fluxo no app e recurso web quando aplicável.
  6. Não explicar retenção
    Corrija: diga o que é apagado, anonimizado ou retido por obrigação legal, segurança, antifraude ou disputa.
  7. Usar remarketing sem alinhamento com consentimento e tracking
    Corrija: envolva jurídico, marketing e engenharia antes da submissão.
  8. Termos de Uso não cobrem a operação real
    Corrija: se existe marketplace, pagamento, conteúdo, moderação ou disputa, isso precisa aparecer nos termos.

FAQ

App precisa ter Política de Privacidade para publicar na Google Play?

Sim. O Google Play exige uma Política de Privacidade informada no Play Console e acessível dentro do app. A política precisa explicar acesso, coleta, uso, compartilhamento, segurança, retenção e exclusão de dados.

App precisa ter Política de Privacidade para publicar na App Store?

Sim. A Apple exige link de Política de Privacidade nos metadados do App Store Connect e espera que ela esteja acessível no app de forma fácil para o usuário.

Qual é a diferença entre Política de Privacidade, Data Safety e App Privacy?

A Política de Privacidade é o documento público sobre tratamento de dados. Data Safety é a declaração de dados do Google Play. App Privacy é a declaração usada pela Apple para o rótulo de privacidade exibido na App Store.

SDKs de terceiros precisam entrar nas declarações de privacidade?

Sim. SDKs de analytics, publicidade, login, push, crash logs, antifraude, pagamentos ou mensageria podem coletar dados automaticamente. Eles precisam entrar no mapa técnico e, quando aplicável, nas declarações das lojas e na política.

App com login precisa ter exclusão de conta?

Na prática, sim. Se o app permite criar conta, prepare um fluxo de exclusão dentro do app e, no Google Play, também uma página web para solicitação de exclusão da conta e dos dados associados.

Posso usar PDF como Política de Privacidade?

Para publicação em loja, não é uma boa prática e pode gerar problema. Use uma URL pública em HTML, acessível sem login, estável e não editável pelo usuário.

Data Safety e App Privacy precisam ser iguais?

Eles não são formulários idênticos, mas precisam ser coerentes entre si, com o app, o backend, os SDKs, a política pública e as telas de permissão.

Termos de Uso substituem Política de Privacidade?

Não. Termos de Uso tratam regras de conta, conduta, pagamento, conteúdo, moderação e responsabilidades. Política de Privacidade trata coleta, uso, compartilhamento, retenção, segurança e direitos sobre dados pessoais.

Como isso se conecta com a publicação do app

Privacidade não é uma etapa isolada. Ela conversa com conta de desenvolvedor, backend, login, pagamentos, KYC, ambientes, testes e pós-lançamento.

Guias relacionados para seguir a jornada:

Fontes oficiais consultadas

Como a X-Apps ajuda

A X-Apps pode apoiar a empresa a transformar esse tema em execução: mapear dados, revisar fluxos do app, orientar o preenchimento das lojas, alinhar Política de Privacidade, Termos de Uso, exclusão de conta, SDKs, backend e publicação.

O ganho prático é reduzir reprovação, evitar retrabalho entre jurídico e tecnologia e chegar na revisão das lojas com informações consistentes.

X-Apps pode apoiar emJurídico/DPO deve validar
Mapa técnico de dados, SDKs, permissões e terceiros.Bases legais, redação final da política e avaliação de riscos.
Coerência entre app, backend, Data Safety e App Privacy.Direitos dos titulares, retenção, transferência internacional e incidentes.
Fluxos técnicos de exclusão de conta, links e telas exigidas pelas lojas.Cláusulas de Termos de Uso, contratos com terceiros e responsabilidades.

Este conteúdo é orientativo e não substitui análise jurídica, DPO ou revisão de compliance. A decisão final sobre bases legais, retenção, compartilhamento e textos legais deve ser feita pela empresa responsável pelo app.

Precisa preparar privacidade e dados antes de publicar seu app?

Solicite uma revisão de Política de Privacidade, Data Safety, App Privacy, LGPD, SDKs, exclusão de conta e dados declarados nas lojas.


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